Dica de Leitura: Disrupção e Inovação – Como Sobreviver ao Futuro Incerto

Dica de Leitura: Disrupção e Inovação – Como Sobreviver ao Futuro Incerto

Por Andrei Bueno Sander.

Aproveitando o isolamento social hoje traremos uma dica de leitura: DISRUPÇÃO E INOVAÇÃO: Como sobreviver ao Futuro Incerto de Joi Ito e Jeff Howe, Ed. Alta Books.

Conheci esse livro lendo Gestão do Amanhã – Tudo o que você precisa saber sobre gestão, inovação e liderança para vencer na 4ª Revolução Industrial, dos escritores brasileiros Sandro Magaldi e José Salibi Neto, Ed. Gente, 2018.

Nessa obra, Joi Ito, Klaus Schwab, Peter Diamandis, Salim Ismaiel e Eric Ries são classificados como alguns dos principais teóricos do Management da 4ª Revolução Industrial, ou Revolução Digital, ou ainda Era da Rede, conforme as variações preferidas do mesmo fenômeno.

Assim como o INEVITÁVEL – As 12 forças tecnológicas que mudarão nosso mundo –  do Kevin Kelly (Ed. HSM), esse é um livro que tenta trazer alguma compreensão de como lidar com as forças tecnológicas que estão modificando o mundo e principalmente as maneiras de como as empresas e cidadãos podem se preparar para obter benefícios e novas formas de entender essas mudanças tão rápidas.

Trazemos abaixo alguns insights desse interessante livro, com a certeza de que é uma excelente aquisição.

 PREMISSAS

NOSSAS TECNOLOGIAS SUPERAM NOSSA CAPACIDADE, COMO SOCIEDADE DE COMPREENDÊ-LAS. AGORA PRECISAMOS CORRER PARA ALCANÇÁ-LAS.

Em sua raiz, o novo sistema operacional se fundamenta em dois fatos irredutíveis que se constituem no núcleo – o código no coração da máquina – da era da rede.

O primeiro é a Lei de Moore. Tudo o que é digital avança mais rápido, fica mais barato e diminui de tamanho a taxas exponenciais.

O segundo é a internet.

INCERTEZA

Novamente voltamos à pergunta de um milhão – não, bilhões – de dólares:

O que vem a seguir? Ninguém sabe.

Nem os dispendiosos consultores da McKinsey & Company, nem os analistas enfiados em algum prédio altamente secreto da NSA e, certamente, tampouco os autores deste livro.

Como vimos no início dessa introdução, no decorrer dos séculos tem sido constrangedor o desempenho dos seres humanos no que se refere a prever o futuro.

Na verdade, especialistas e futurologistas têm alguns dos piores registros de todos, inclusive quanto a seleções aleatórias.

Se isso já era um jogo de azar antes, é ainda mais fútil agora que nós turbinamos o quociente de complexidade do mundo.

Fonte: https://twitter.com/hashtag/compassovermaps

MEDIA LAB – MIT

O Media Lab (um laboratório de pesquisa do MIT) é um posto avançado muito bom através do qual se pode vislumbrar essa mente futura, uma vez que os princípios estão mais ou menos incrustados em seu DNA.

O Media Lab precisa desse guarda-chuva espaçoso, uma vez que tem sido sempre uma espécie de ilha para brinquedos desajustados, um lugar para artistas que criam novas tecnologias, engenheiros que trabalham em genética e cientistas da computação que tentam reinventar nosso sistema educacional.

A cultura não é tanto interdisciplinar como é orgulhosamente “antidisciplinar”; o corpo docente e os alunos, mais frequentemente do que não, não estão apenas colaborando entre disciplinas, mas também explorando os espaços entre e além delas.

Os primeiros anos do Media Lab ajudaram a traçar o rumo do mundo no que se refere a tecnologias avançadas de exibição de displays, telas sensíveis ao toque, realidade virtual, holografia, interfaces de usuário, sensores, haptics, aprendizagem, robôs pessoais, inteligência artificial, software e computação, impressão e fabricação em 3D e muito mais.

Conforme as predições de Nicholas Negroponte iam se tornando realidade, o mundo se digitalizava, e os computadores capacitaram pessoas e coisas a se conectar umas às outras de forma eficaz, barata e sofisticada; o mundo se tornou mais aberto, conectado e complexo, empurrando o Lab para novos campos, como redes sociais, big data, economia, estudo dos direitos e deveres dos cidadãos, cidades, criptomoedas e outras áreas que se tornaram mais concretas e acessíveis na medida em que a internet, os computadores e os dispositivos abriram esses domínios para o novo pensamento e inovação.

Fonte: https://whiplashbook.com/the-principles-44b0a15364d6

PRINCÍPIOS

Princípios são concebidos para se sobrepor e complementar uns aos outros.

(Eles não são classificados em ordem de importância).

De fato, o princípio que poderia ser o mais central do Media Lab não está listado aqui, embora você o encontre permeando cada capítulo do livro.

É a noção de colocar a aprendizagem acima da educação.

APRENDER, argumentamos, É ALGO QUE VOCÊ FAZ POR SI MESMO.

EDUCAÇÃO É ALGO FEITO PARA VOCÊ.

Nossa missão é fornecer a você algumas ferramentas novas – às quais chamamos de princípios.

Em muitos aspectos, os nove princípios deste livro representam nossa interpretação dos princípios fundamentais do Media Lab.

Esses princípios oferecem um plano de como moldar esse novo mundo e prosperar nele.

São eles:

1 – EMERGÊNCIA ACIMA DA AUTORIDADE;

2 – PUXAR ACIMA DE EMPURRAR;

3 – BÚSSULAS ACIMA DE MAPAS;

4 – RISCO ACIMA DE SEGURANÇA;

5 – DESOBEDIÊNCIA ACIMA DA OBSERVÂNCIA;

6 – PRÁTICA ACIMA DA TEORIA;

7 – DIVERSIDADE ACIMA DA HABILIDADE;

8 – RESILÊNCIA ACIMA DA FORÇA;

9 – SISTEMAS ACIMA DE OBJETOS.

 

Vamos abordar e aprofundar futuramente nesse Blog princípio por princípio…

Nas conclusões do livro Disrupção e Inovação encontramos:

Ray Kurzweil, um presença futurista e familiar no circuito de palestras, popularizou a ideia de mudança exponencial em seu livro em 2005, The Singularity is Near.

Kurzweil prevê que , até 2029 um computador lerá tão bem quanto um ser humano, e que a singularidade – o ponto em que as máquinas se tornam mais inteligentes do que os seres humanos – chegará em 2045.

Nesse ponto, segundo a teoria da singularidade, testemunharemos uma “explosão de inteligência” em que as máquinas rapidamente projetarão versões cada vez mais inteligentes de si mesmas, não muito diferente do cenário descrito em Ela, um fime de 2013.

Uma singularidade, tecnicamente falando, é o ponto em que uma função assume um valor infinito, como o que acontece ao espaço e ao tempo no centro de um buraco negro.

O que acontece após uma singularidade tecnológica?

De acordo com Kurzweil, entramos num período de feliz trans-humanismo, no qual a linha divisória entre o homem e a máquina se torna indistinguível, e as superinteligências que percorrem o planeta resolvem todos os problemas da humanidade.

Outros – Elon Musk, do PayPal e inventor por trás da Tesla Motors, para citar um – acreditam que as máquinas certamente verão os seres humanos como uma espécie de câncer infectando o planeta e, zás, acabarão com o a presença do Homo sapiens.

Nós incentivamos uma visão mais ampla: talvez a IA seja boa, talvez seja ruim.

À medida que a inteligência artificial progride, as máquinas podem muito bem se tornar uma parte integrante do nosso corpo, casas ou veículos, nossos mercados, sistemas judiciais, nossos esforços criativos e nossa política.

Como sociedade, já somos mais inteligentes do que como indivíduos.

Somos parte de uma inteligência coletiva.

Conforme nossas máquinas continuam a se integrar em nossas redes e nossa sociedade, elas se tornam uma extensão de nossa inteligência – trazendo-nos para uma Inteligência estendida.

Seja lá o que aconteça, porém, os Singularitários estão certos sobre uma coisa.

Não é apenas a tecnologia que está se movendo em um ritmo exponencial, mas a mudança em si.

Isso é um produto da tecnologia, mas também de outros desenvolvimentos.

Nos últimos 25 anos passamos de um mundo dominado por sistemas simples para um mundo cercado e desconcertado por sistemas complexos.

Na introdução explicamos os fatores por trás dessa mudança.

São eles a complexidade, a assimetria e, por fim, a imprevisibilidade.

Vamos resumir nossa meta, que não é menos ambiciosa do que fornecer um manual do usuário para o século XXI: criar organizações construídas em torno da resiliência, agilidade e fracasso educacional.

O mundo está no meio de uma mudança estrutural fundamental.

Temos de ser capazes de costurar a capacidade de adaptação com a habilidade de ver as coisas que, de outra forma, ignoraríamos porque não se encaixam em nosso velho condicionamento.

Estamos passando por uma fase em que o mundo já não é o mesmo, e nossas vidas podem mudar completamente, de novo, com a IA (Inteligência Artificial).

Os seres humanos são fundamentalmente adaptáveis.

Criamos uma sociedade mais centrada em nossa produtividade do que em nossa adaptabilidade.

Os princípios que desenvolvemos neste livro irão ajuda-lo a se preparar para ser flexível e capaz de aprender os novos papéis e descarta-los quando não funcionarem mais.

Se a sociedade puder sobreviver ao chacoalhão emocional inicial de quando trocarmos nosso tênis de corrida por um jato supersônico, poderemos ainda descobrir que a vista do jato era exatamente o que estávamos procurando.

Fonte: Disrupção e inovação: como sobreviver ao futuro incerto / Joichi Ito, Jeff Howe – Rio de Janeiro: Ed. Alta Books, 2018.

O escritório de Advocacia Empresarial Sander & Cella – Advogados, com sede em Chapecó – SC, possui uma equipe especializada de profissionais da área jurídica com expertise em ajudar empresas consolidadas ou Startups a se prepararem para a Inovação, Adequação à LGPD, a Transformação Digital, ao Direito Digital e a confecção de Contratos Complexos.  

Ficou com alguma dúvida sobre como implementar essa prática no seu negócio? Deixe a sua pergunta no espaço de comentários ou entre em contato com nossa equipe!

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Andrei Bueno Sander

Advogado inscrito na OAB/SC n.º 15.381, especializado em Gestão Empresarial e Direito Digital e Compliance. Sócio do Escritório de Advocacia Empresarial Sander & Cella - Advogados que atua na área do Direito Empresarial, auxiliando empresários e investidores desde o ano de 2000. Atua como Administrador Judicial em Recuperações Judiciais e Falências, e também no Direito Ambiental, sendo Diretor de Assuntos Legislativos da FCTER - Fundação Científica e Tecnológica em Energias Renováveis. É Vice-Presidente da Comissão de Direito Digital da OAB – Subseção de Chapecó – SC. É Investidor Anjo, sócio da empresa 1Bi Capital, mentor dos programas Inovativa Brasil e Finep Startup e um dos idealizadores do Desbravalley - Ecossistema de Empreendedorismo, Tecnologia, Startups e Inovação da Região Oeste de Santa Catarina.

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